Um corpo que cai

Eu sou um corpo que cai aspergido pelo amor
enquanto pessoas transitam
debaixo do Viaduto do Chá
olham ao céu em buscam de sinal
guardo célula de saudade no bolso
protoplasma de pura energia
no alto do prédio a solidão me vigia
acompanha meus passos sorrateiramente
grande eloquência nos lábios
adentra no castelo forte
rompe a massa formadora de um órgão
negação de uma vida intra uterina
contra os ponteiros escondidos nas nuvens
ausência apontada no caderno
eu interior abraça a sombra
não quero o céu vazio
quero o recinto repleto de
Amor     Sexo     Sedução 

     Embriagadores
          Ninfetas     Comedores
Indoutos     Vagabundos.

Murillo Kollek

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