Deitado no sofá olhava o céu pela janela, as nuvens formavam desenhos geométricos, às vezes na minha mente escrevia nomes.
A suave brisa balançavam os galhos das árvores do meu quintal: abacate, mamão, limão, bananeiras, chuchus...
Ao fixar meus olhos na amoreira, notei a presença ilustre do pássaro azul se escondendo nas folhas e se deliciando com as amoras, subitamente peguei o celular na ânsia de tirar fotos, registrar o momento.
Mas o meu visitante parecia alheio a minha presença, não facilitava sair nas fotos, batendo suas asas, pulando de galho em galho, comendo sua refeição da tarde, nem dava bola pra mim.
Voltei para o sofá e continuei olhando para a amoreira, sorrindo por ele ser um pássaro livre.
Quem sabe amanhã ele volte para o café da manhã.
Murillo Kollek
13/04/2019

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