Síndrome do poeta profético

Saio às ruas
Mortalhas sob meus pés
Luzes sobre minhas retinas 
Paredes nuas
Silhuetas de mulheres

Subo na mesa
Pego o megafone
Em momentos de euforia
Os versos
Rasgam a minha pele

Garoa fina
Broto poesias
Engulo as palavras

Em corações gélidos
Desejos e morfina
Exponho a decadência humana

Em jardins áridos
O manto noturno me fascina
Misturo tudo
Dentro de mim
E viro poeta.

João Arruda & Murillo Kollek
23/07/2019

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