O quintal

Em dias muito quente
A telha de granito parece um forno
Ventilador ligado no último
Não vence o calor abafado
Por uma porta aberta
Admiro o quintal grande
Ao lado esquerdo um pinheiro alto
Ao lado direito pés de abacate e limão
Não resisto aquela sombra
Deitado em uma rede
Que teima em ficar balançando
Tento ler um livro
Mas a doce brisa em meu rosto
Faz-me adormecer
Sonolento navego no cenário
De um poema surrealista.

Murillo Kollek
08/04/2020

Postar um comentário

0 Comentários