Meus hábitos matinais não houve alteração. Embora esteja de férias forçadas devido a quarentena, sigo meu ritmo sem alterações.
Acordo às cinco da manhã, fico ouvindo as notícias pelo rádio que está me cansando de tanto ouvir Covid-19.
Uma hora depois vou ao banheiro fazer a higiene básica, sigo para a cozinha preparar o café.
Enquanto aguardo a cafeteira dá o sinal, me arrumo para uma pequena caminhada, não muito longe, se caso eu for na padaria.
Hoje o dia foi atípico, como o cabo USB queimou, a caminhada foi mais longa. Dois quilômetros até o centro, cidade vazia, comércios fechados, passeio uns cinco quarteirões para encontrar o tão desejado cabo USB.
Feliz volto pelo mesmo caminho, mas sem antes de notar, algumas pessoas de máscaras, outras sem, rostos desconfiados, em passos lentos o sol aquece o meu corpo, sinto o calor abafado, o suor no rosto.
Lentamente subo a estrada, cheia de buracos e pedras, procuro uma sombra para me refrescar e aproveito tiro uma selfie.
Sinto um vento aliviar o meu cansaço, respiro um ar puro, e a passos lentos, observo as árvores, alguns passarinhos bailando nos galhos, cachorros latindos.
É raro passar algum carro, mas quando passa, a poeira sobe, é preciso fechar os olhos, pra não comer poeira, como diz o ditado.
Após quatro subidas pra chegar na rua que moro, viro a direita, ando vinte metros e chego no portão.
Os cachorros começam a fazer aquela festa, pulam e latem sem parar, eu tento me desviar, mas eles pulam em cima naquela alegria.
Entro em casa, os cachorros vem atrás.
Muito ansioso abro a caixinha, pego o cabo USB, conecto no celular e ufa, celular carregando, pensei que tinha danificado a entrada do aparelho.
Uma rotina diferente antes da quarentena.
Murillo Kollek
20/04/2020
Acordo às cinco da manhã, fico ouvindo as notícias pelo rádio que está me cansando de tanto ouvir Covid-19.
Uma hora depois vou ao banheiro fazer a higiene básica, sigo para a cozinha preparar o café.
Enquanto aguardo a cafeteira dá o sinal, me arrumo para uma pequena caminhada, não muito longe, se caso eu for na padaria.
Hoje o dia foi atípico, como o cabo USB queimou, a caminhada foi mais longa. Dois quilômetros até o centro, cidade vazia, comércios fechados, passeio uns cinco quarteirões para encontrar o tão desejado cabo USB.
Feliz volto pelo mesmo caminho, mas sem antes de notar, algumas pessoas de máscaras, outras sem, rostos desconfiados, em passos lentos o sol aquece o meu corpo, sinto o calor abafado, o suor no rosto.
Lentamente subo a estrada, cheia de buracos e pedras, procuro uma sombra para me refrescar e aproveito tiro uma selfie.
Sinto um vento aliviar o meu cansaço, respiro um ar puro, e a passos lentos, observo as árvores, alguns passarinhos bailando nos galhos, cachorros latindos.
É raro passar algum carro, mas quando passa, a poeira sobe, é preciso fechar os olhos, pra não comer poeira, como diz o ditado.
Após quatro subidas pra chegar na rua que moro, viro a direita, ando vinte metros e chego no portão.
Os cachorros começam a fazer aquela festa, pulam e latem sem parar, eu tento me desviar, mas eles pulam em cima naquela alegria.
Entro em casa, os cachorros vem atrás.
Muito ansioso abro a caixinha, pego o cabo USB, conecto no celular e ufa, celular carregando, pensei que tinha danificado a entrada do aparelho.
Uma rotina diferente antes da quarentena.
Murillo Kollek
20/04/2020

0 Comentários