Entre cada beijo, meus olhos
Exploravam teu ser, minhas
Mãos deslizavam suaves, enquanto
Desfaziam os fechos de tua blusa...
Teu corpo estremecia com cada botão solto
Enquanto eu me embrenhava mais e mais
Num mundo de caminhos, montanhas em flor
Onde tua pele se entrelaçava
Ao vermelho intenso do sutiã.
Numa taça meio-cheia...
Degustei teu vinho!
Um rubro vinho, denso e ao mesmo tempo
Suave, afável... Delicado! Em teus quadris
Envolvi o corpo úmido, desvendando mistérios
De tuas coxas, revelando a flor oculta
Que já se insinuava... Revelada pelos aromas do quarto.
Murillo Kollek
12/02/24

0 Comentários